sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de setembro - A história do tempo presente




Há oito anos, o atentado terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York (EUA) transformou por completo as relações internacionais. Mudou o mundo, e toda uma concepção histórica acerca deste. São uma nova gama de conceitos (ou pré-conceitos), dúvidas e formas de pensar que se interligam e sobrepõe-se dinamicamente, à medida que novas informações surgem, criando múltiplas visões.


Filmes e histórias em quadrinhos cuidaram de retratar a dor do povo americano diante das perdas, e a reforçar a luta contra o terrorismo. Não é muito diferente do que ocorreu na época da Segunda Guerra Mundial ou da Guerra Fria, onde as forças do bem (EUA) deveriam lutar contra o mal (nazista ou, posteriormente, comunista). Em contrapartida, as críticas ao imperialismo ianque aparecem, seja através da imprensa oriental, seja mesmo "de dentro de casa", como no documentário "Fahrenheit 11/9" de Michael More.


Oito anos se passaram. O que mudou na nossa análise? Será cedo para a história discernir sobre o porquê dessa hecatombe de acontecimentos? Historiadores como Jean Lacouture apontam os cuidados que devemos ter em analisar a história do tempo presente, dado que, pelo fato de a estarmos vivendo, temos uma relação sentimental com ela, impossibilitando um afastamento necessário do historiador, para que esse possa ter uma visão mais clara dos fatos.


De qualquer forma, repensar é preciso. E sempre que possível rever nossos próprios conceitos, que, em plena "era da informação", podem estar caducos no próximo minuto.

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